Lupi tem que ficar

Reproduzo abaixo o texto do PHA.

Sensacional.

ronaldo-sardenberg1Sardenberg foi quem autorizou a BrOi na Anatel

O ansioso blogueiro assistiu a trechos da sabatina do Ministro Lupi no Senado.

O buzilis da questão é:

1) Lupi usou dinheiro do Erário para ir ao Maranhão ?

Resposta: não.

2) Lupi usou o Ministério do Trabalho para beneficiar o empresário porque é dono do avião em que viajou?

Não.

O resto, como diria o Nelson Rodrigues, é o luar de Paquetá.

Se o amigo navegante fosse Ministro do Trabalho andaria de avião sem saber quem é o dono ?

Não.

Não é correto.

Como não foi correto o Ministro Sardenberg do Governo impoluto do Farol de Alexandria usar avião da FAB para passear em Fernando de Noronha.

E o Supremo o absolveu por 6 a 5 porque, segundo o Supremo, ministros merecem um tratamento  especial …

Viva o Brasil !

Como não é correto o Senador Heráclito Fortes andar para cima e para baixo no jatinho do banqueiro condenado.

Mas, isso não justifica mandar o Lupi embora.

Lupi chamuscou a imagem do Governo Dilma ?

Sim.

Dilma deveria trocá-lo na próxima reforma ministerial.

Provavelmente sim.

Dilma deveria ceder à Veja ?

Não.

Agora, amigo navegante, o PiG é nocivo não porque denuncie corrupção.

Lupi não meteu a mão no Erário.

Lupi não comprou ambulância super-faturada.

Tem que ficar.

Em tempo: a última intervenção na sabatina foi a do Senador tucano de São Paulo e filiado ao PT, Eduardo Suplicy, o que lhe garantiu trânsito livre no PiG. Breve será entrevistado no “Entre Caspas” da Globo News.

Paulo Henrique Amorim

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Caso Lupi: a outra versão da história

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A jornalista Angela Rocha, mulher de Carlos Lupi, decidiu voltar a escrever. E faz neste texto um desabafo que vale a pena ser lido. Ela lembra uma questão básica: é fundamental, para o cidadão formar a sua própria opinião, que as versões do fato sejam apresentadas. Isto é básico no jornalismo. E isto não está acontecendo. (OM)
Você tem direito de ter a sua verdade. Para isso você precisa conhecer todas as versões de uma história para escolher a sua. A deles é fácil, é só continuar lendo a Veja, O Globo, assistindo ao Jornal Nacional. A nossa vai precisar circular por essa nova e democrática ferramenta que é a internet.
Meu nome é Angela, sou esposa do Ministro do Trabalho e Emprego Carlos Lupi. Sou jornalista e especialista em políticas públicas. Somos casados há 30 anos, temos 3 filhos e um neto. Resolvi voltar ao texto depois de tantos anos porque a causa é justa e o motivo é nobre. Mostrar a milhares, dezenas ou a uma pessoa que seja como se monta um escândalo no Brasil.
Vamos aos fatos: No dia 3 de novembro a revista Veja envia a assessoria de imprensa do Ministério do Trabalho algumas perguntas genéricas sobre convênio, ONGS, repasses etc. Guarda essa informação.
Na administração pública existe uma coisa chamada pendência administrativa. O que é isso? São processos que se avolumam em mesas a espera de soluções que dependem de documentos, de comprovações de despesas, prestação de contas etc. Todo órgão público, seja na esfera municipal, estadual ou federal, tem dezenas ou centenas desses.
Como é montado o circo? A revista pega duas pendências administrativas dessas, junta com as respostas da assessoria de imprensa do ministério dando a impressão de que são muito democráticos e que ouviram a outra parte, o que não é verdade, e paralelamente a isso pegam o depoimento de alguém que não tem nome ou sobrenome, mas diz que pagou propina a alguém da assessoria do ministro.
No dia seguinte toda a mídia nacional espalha e repercute a matéria em todos os noticiários, revistas e jornais. Nada fica provado. O acusador não tem que provar que pagou, mas você tem que provar que não recebeu. Curioso isso, não? O próprio texto da matéria isentava Lupi de qualquer responsabilidade. Ele sequer é citado pelo acusador. Mas a gente não lê os textos, só os títulos e a interpretação, que vêm do estereótipo “político é tudo safado mesmo”.
Dizem que quando as coisas estão ruins podem piorar. E é verdade. Na terça-feira Lupi se reúne na sede do PDT, seu partido político em Brasília para uma coletiva com a imprensa. E é literalmente metralhado não por perguntas, o que seria natural, mas por acusações. Nossa imprensa julga, condena e manda para o pelotão de fuzilamento.
E aí entra em cena a mais imprevisível das criaturas: o ser humano. Enquanto alguns acuados recuam, paralisam, Lupi faz parte de uma minoria que contra ataca. Explode, desafia. É indelicado com a Presidenta e com a população em geral. E solta a frase bomba, manchete do dia seguinte: “Só saio a bala”. O que as pessoas interpretaram como apego ao cargo era a defesa do seu nome. Era um recado com endereço certo e cujos destinatários voltaram com força total.
Era a declaração de uma guerra que ainda não deixou mortos, mas já contabiliza muitos feridos. Em casa, passado o momento de tensão, Lupi percebe o erro, os exageros e na quinta-feira na Comissão de Justiça do Congresso Nacional presta todos os esclarecimentos, apresenta os documentos que provam que o Ministério do Trabalho já havia tomado providências em relação às ONGs que estavam sendo denunciadas e aproveita a oportunidade para admitir que passou do tom e pede desculpas públicas a Presidenta e a população em geral.
A essa altura, a acusação de corrupto já não tinha mais sustentação. Era preciso montar outro escândalo e aí entra a gravação de uma resposta e uma fotografia. A resposta é aquela que é repetida em todos os telejornais. Onde o Lupi diz “não tenho nenhum tipo de relacionamento com o Sr Adair. Fui apresentado a ele em alguns eventos públicos. Nunca andei em aeronave do Sr Adair”.
Pegam a frase e juntam a ela uma foto do Lupi descendo de uma aeronave com o seu Adair por perto. Pronto. Um novo escândalo está montado. Lupi agora não é mais corrupto, é mentiroso.
Em algum momento, em algum desses telejornais você ouviu a pergunta que foi feita ao Lupi e que originou aquela resposta? Com certeza não. Se alguém pergunta se você conhece o Seu José, porteiro do seu prédio? Você provavelmente responde: claro, conheço. Agora, se alguém pergunta: que tipo de relacionamento você tem com o Seu José? O que você responde? Nenhum, simplesmente conheço de vista.
Foi essa a pergunta que não é mostrada: que tipo de relacionamento o Sr tem com o Sr Adair? Uma pergunta bem capciosa. Enquanto isso, o próprio Sr Adair garante que a aeronave não era dele, que ele não pagou pela aeronave e que ele simplesmente indicou.
Quando comecei na profissão como estagiária na Tribuna da Imprensa, ouvi de um chefe de reportagem uma frase que nunca esqueci: “Enquanto você não ouvir todos os envolvidos e tiver todas as versões do fato, a matéria não sai. O leitor tem o direito de ler todas as versões de uma história e escolher a dele. Imprensa não julga, informa. Quem julga é o leitor”.
Quero deixar claro que isso não é um discurso para colocar o Lupi como vítima.  O Lupi não é vítima de nada. É um adulto plenamente consciente do seu papel nessa história. Ele sabe que é simplesmente o alvo menor que precisa ser abatido para que seja atingido um alvo maior. É briga de cachorro grande.
Tentaram atingir o seu nome como corrupto, mas não conseguiram. Agora é mentiroso, mas também não estão conseguindo, e tenho até medo de imaginar o que vem na sequência.
Para terminar queria deixar alguns recados:
Para os amigos que nos acompanham ou simplesmente conhecidos que observam de longe a maneira como vivemos e educamos os nossos filhos eu queria dizer que podem continuar nos procurando para prestar solidariedade e que serão bem recebidos. Aos que preferem esperar a poeira baixar ou não tocar no assunto, também agradeço. E não fiquem constrangidos se em algum momento acompanhando o noticiário tenham duvidado do Lupi. A coisa é tão bem montada que até a gente começa a duvidar de nós mesmos. Quem passou por tortura psicológica sabe o que é isso. É preciso ser muito forte e coerente com as suas convicções para continuar nessa luta.
Para os companheiros de partido, Senadores, Deputados, Vereadores, lideranças, militantes que nos últimos 30 anos testemunharam o trabalho incansável de um “maluco” que viajava o Brasil inteiro em fins de semana e feriados, filiando gente nova, fazendo reuniões intermináveis, celebrando e cumprindo acordos, respeitado até pelos adversários como um homem de palavra, que manteve o PDT vivo e dentro do cenário nacional como um dos mais importantes partidos políticos da atualidade. Eu peço só uma coisa: justiça.
Aos colegas jornalistas que estão fazendo o seu trabalho, aos que estão aborrecidos com esse cara que parece arrogante e fica desafiando todo mundo, aos que só seguem orientação da editoria sem questionamento, aos que observam e questionam, não importa. A todos vocês eu queria deixar um pensamento: reflexão. Qual é o nosso papel na sociedade?
E a você Lupi, companheiro de uma vida, quero te dizer, como representante desse pequeno nucleozinho que é a nossa família, que nós estamos cansados, indignados e tristes, mas unidos como sempre estivemos. Pode continuar lutando enquanto precisar, não para manter cargo, pois isso é pequeno, mas para manter limpo o seu nome construído em 30 anos de vida pública.
E quando estiver muito cansado dessa guerra vai repousar no seu refúgio que não é uma mansão em Angra dos Reis, nem uma fazenda em Goiás, sequer uma casa em Búzios, e sim um pequeno sítio em Magé. Que corrupto é esse? Que País é esse?

A jornalista Angela Rocha, mulher de Carlos Lupi, decidiu voltar a escrever. E faz neste texto um desabafo que vale a pena ser lido. Ela lembra uma questão básica: é fundamental, para o cidadão formar a sua própria opinião, que as versões do fato sejam apresentadas. Isto é básico no jornalismo. E isto não está acontecendo. (OM)

Você tem direito de ter a sua verdade. Para isso você precisa conhecer todas as versões de uma história para escolher a sua. A deles é fácil, é só continuar lendo a Veja, O Globo, assistindo ao Jornal Nacional. A nossa vai precisar circular por essa nova e democrática ferramenta que é a internet.

Meu nome é Angela, sou esposa do Ministro do Trabalho e Emprego Carlos Lupi. Sou jornalista e especialista em políticas públicas. Somos casados há 30 anos, temos 3 filhos e um neto. Resolvi voltar ao texto depois de tantos anos porque a causa é justa e o motivo é nobre. Mostrar a milhares, dezenas ou a uma pessoa que seja como se monta um escândalo no Brasil.

Vamos aos fatos: No dia 3 de novembro a revista Veja envia a assessoria de imprensa do Ministério do Trabalho algumas perguntas genéricas sobre convênio, ONGS, repasses etc. Guarda essa informação.

Na administração pública existe uma coisa chamada pendência administrativa. O que é isso? São processos que se avolumam em mesas a espera de soluções que dependem de documentos, de comprovações de despesas, prestação de contas etc. Todo órgão público, seja na esfera municipal, estadual ou federal, tem dezenas ou centenas desses.

Como é montado o circo? A revista pega duas pendências administrativas dessas, junta com as respostas da assessoria de imprensa do ministério dando a impressão de que são muito democráticos e que ouviram a outra parte, o que não é verdade, e paralelamente a isso pegam o depoimento de alguém que não tem nome ou sobrenome, mas diz que pagou propina a alguém da assessoria do ministro.

No dia seguinte toda a mídia nacional espalha e repercute a matéria em todos os noticiários, revistas e jornais. Nada fica provado. O acusador não tem que provar que pagou, mas você tem que provar que não recebeu. Curioso isso, não? O próprio texto da matéria isentava Lupi de qualquer responsabilidade. Ele sequer é citado pelo acusador. Mas a gente não lê os textos, só os títulos e a interpretação, que vêm do estereótipo “político é tudo safado mesmo”.

Dizem que quando as coisas estão ruins podem piorar. E é verdade. Na terça-feira Lupi se reúne na sede do PDT, seu partido político em Brasília para uma coletiva com a imprensa. E é literalmente metralhado não por perguntas, o que seria natural, mas por acusações. Nossa imprensa julga, condena e manda para o pelotão de fuzilamento.

E aí entra em cena a mais imprevisível das criaturas: o ser humano. Enquanto alguns acuados recuam, paralisam, Lupi faz parte de uma minoria que contra ataca. Explode, desafia. É indelicado com a Presidenta e com a população em geral. E solta a frase bomba, manchete do dia seguinte: “Só saio a bala”. O que as pessoas interpretaram como apego ao cargo era a defesa do seu nome. Era um recado com endereço certo e cujos destinatários voltaram com força total.

Era a declaração de uma guerra que ainda não deixou mortos, mas já contabiliza muitos feridos. Em casa, passado o momento de tensão, Lupi percebe o erro, os exageros e na quinta-feira na Comissão de Justiça do Congresso Nacional presta todos os esclarecimentos, apresenta os documentos que provam que o Ministério do Trabalho já havia tomado providências em relação às ONGs que estavam sendo denunciadas e aproveita a oportunidade para admitir que passou do tom e pede desculpas públicas a Presidenta e a população em geral.

A essa altura, a acusação de corrupto já não tinha mais sustentação. Era preciso montar outro escândalo e aí entra a gravação de uma resposta e uma fotografia. A resposta é aquela que é repetida em todos os telejornais. Onde o Lupi diz “não tenho nenhum tipo de relacionamento com o Sr Adair. Fui apresentado a ele em alguns eventos públicos. Nunca andei em aeronave do Sr Adair”.

Pegam a frase e juntam a ela uma foto do Lupi descendo de uma aeronave com o seu Adair por perto. Pronto. Um novo escândalo está montado. Lupi agora não é mais corrupto, é mentiroso.

Em algum momento, em algum desses telejornais você ouviu a pergunta que foi feita ao Lupi e que originou aquela resposta? Com certeza não. Se alguém pergunta se você conhece o Seu José, porteiro do seu prédio? Você provavelmente responde: claro, conheço. Agora, se alguém pergunta: que tipo de relacionamento você tem com o Seu José? O que você responde? Nenhum, simplesmente conheço de vista.

Foi essa a pergunta que não é mostrada: que tipo de relacionamento o Sr tem com o Sr Adair? Uma pergunta bem capciosa. Enquanto isso, o próprio Sr Adair garante que a aeronave não era dele, que ele não pagou pela aeronave e que ele simplesmente indicou.

Quando comecei na profissão como estagiária na Tribuna da Imprensa, ouvi de um chefe de reportagem uma frase que nunca esqueci: “Enquanto você não ouvir todos os envolvidos e tiver todas as versões do fato, a matéria não sai. O leitor tem o direito de ler todas as versões de uma história e escolher a dele. Imprensa não julga, informa. Quem julga é o leitor”.

Quero deixar claro que isso não é um discurso para colocar o Lupi como vítima.  O Lupi não é vítima de nada. É um adulto plenamente consciente do seu papel nessa história. Ele sabe que é simplesmente o alvo menor que precisa ser abatido para que seja atingido um alvo maior. É briga de cachorro grande.

Tentaram atingir o seu nome como corrupto, mas não conseguiram. Agora é mentiroso, mas também não estão conseguindo, e tenho até medo de imaginar o que vem na sequência.

Para terminar queria deixar alguns recados:

Para os amigos que nos acompanham ou simplesmente conhecidos que observam de longe a maneira como vivemos e educamos os nossos filhos eu queria dizer que podem continuar nos procurando para prestar solidariedade e que serão bem recebidos. Aos que preferem esperar a poeira baixar ou não tocar no assunto, também agradeço. E não fiquem constrangidos se em algum momento acompanhando o noticiário tenham duvidado do Lupi. A coisa é tão bem montada que até a gente começa a duvidar de nós mesmos. Quem passou por tortura psicológica sabe o que é isso. É preciso ser muito forte e coerente com as suas convicções para continuar nessa luta.

Para os companheiros de partido, Senadores, Deputados, Vereadores, lideranças, militantes que nos últimos 30 anos testemunharam o trabalho incansável de um “maluco” que viajava o Brasil inteiro em fins de semana e feriados, filiando gente nova, fazendo reuniões intermináveis, celebrando e cumprindo acordos, respeitado até pelos adversários como um homem de palavra, que manteve o PDT vivo e dentro do cenário nacional como um dos mais importantes partidos políticos da atualidade. Eu peço só uma coisa: justiça.

Aos colegas jornalistas que estão fazendo o seu trabalho, aos que estão aborrecidos com esse cara que parece arrogante e fica desafiando todo mundo, aos que só seguem orientação da editoria sem questionamento, aos que observam e questionam, não importa. A todos vocês eu queria deixar um pensamento: reflexão. Qual é o nosso papel na sociedade?

E a você Lupi, companheiro de uma vida, quero te dizer, como representante desse pequeno nucleozinho que é a nossa família, que nós estamos cansados, indignados e tristes, mas unidos como sempre estivemos. Pode continuar lutando enquanto precisar, não para manter cargo, pois isso é pequeno, mas para manter limpo o seu nome construído em 30 anos de vida pública.

E quando estiver muito cansado dessa guerra vai repousar no seu refúgio que não é uma mansão em Angra dos Reis, nem uma fazenda em Goiás, sequer uma casa em Búzios, e sim um pequeno sítio em Magé. Que corrupto é esse? Que País é esse?

Ascom/OM

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Ao chegar ao Senado, Lupi diz que é preciso debater papel da imprensa

lupi no Senado I

O ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, falou hoje (17), ao chegar à Comissão de Assuntos Sociais do Senado, que é preciso debater o papel da imprensa. Ele presta esclarecimento sobre denúncias de irregularidades na pasta.
“Tenho plena consciência do papel da informação, mas nenhum ser humano pode ficar sem o direito de resposta. Não podemos viver em uma sociedade onde se edita palavras”, ressaltou.
Lupi foi convidado ao Senado para dar explicações sobre denúncias de corrupção no ministério e sobre o uso irregular de um jatinho pertencente ao empresário Adair Meira, responsável por organizações não governamentais que mantêm convênio com o Ministério do Trabalho, durante viagem ao Maranhão.
Ontem (16), em entrevista à Agência Brasil, o presidente do diretório regional do PDT do Maranhão, Igor Lago, negou que o partido tenha pago transporte aéreo para a visita do ministro do Trabalho ao estado.
Agência Brasil

O ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, falou hoje (17), ao chegar à Comissão de Assuntos Sociais do Senado, que é preciso debater o papel da imprensa. Ele presta esclarecimento sobre denúncias de irregularidades na pasta.

“Tenho plena consciência do papel da informação, mas nenhum ser humano pode ficar sem o direito de resposta. Não podemos viver em uma sociedade onde se edita palavras”, ressaltou.

Lupi foi convidado ao Senado para dar explicações sobre denúncias de corrupção no ministério e sobre o uso irregular de um jatinho pertencente ao empresário Adair Meira, responsável por organizações não governamentais que mantêm convênio com o Ministério do Trabalho, durante viagem ao Maranhão.

Ontem (16), em entrevista à Agência Brasil, o presidente do diretório regional do PDT do Maranhão, Igor Lago, negou que o partido tenha pago transporte aéreo para a visita do ministro do Trabalho ao estado.

Agência Brasil

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Dilma quer que Lupi permaneça no cargo, diz Paulinho

O deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP) disse nesta quarta-feira (16) que o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, recebeu o apoio da presidente Dilma Rousseff para permanecer no cargo. O ministro esteve com a presidente por mais de hora nesta tarde no Planalto, onde teria dado explicações sobre suspeitas de tráfico de influência por viajar em companhia de dono de ONGs conveniadas com a pasta.

“O ministro disse para nós com todas as letras que a presidente Dilma quer que ele fique, porque as denúncias são frágeis e ele vai ficar”, disse Paulinho, que esteve com Lupi e o presidente do PDT, deputado federal André Figueiredo (PDT-CE) após a reunião com Dilma.

G1

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Lupi diz a Dilma que tem como se defender de acusações

O ministro Carlos Lupi (Trabalho) esteve nesta quarta-feira (16) com a presidente Dilma Rousseff, disse que tem como se defender e, por enquanto, fica no cargo até que o Palácio do Planalto avalie a repercussão das explicações do pedetista.
Amanhã, Lupi tem depoimento agendado no Senado para falar sobre as acusações de contratos irregulares com ONGs.
Folha

O ministro Carlos Lupi (Trabalho) esteve nesta quarta-feira (16) com a presidente Dilma Rousseff, disse que tem como se defender e, por enquanto, fica no cargo até que o Palácio do Planalto avalie a repercussão das explicações do pedetista.

Amanhã, Lupi tem depoimento agendado no Senado para falar sobre as acusações de contratos irregulares com ONGs.

Folha

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Lideranças petistas defendem Lupi em Congresso da Juventude do PT

PT

O presidente nacional do PT, Rui Falcão, defendeu a permanência do ministro do Trabalho, Carlos Lupi, à frente da pasta, durante a abertura do 2º Congresso da Juventude do PT, em Brasília.
“Vendo o teor das denúncias, não vi razão para substituí-lo. Não tem nenhuma denúncia comprovada”, completou Falcão,
Já o ex-chefe da Casa Civil José Dirceu alertou para o que chamou de “onda de denuncismo”, que já levou à queda de cinco ministros por corrupção e um — Nelson Jobim, da Defesa — por confirmar que votara em José Serra nas eleições de 2010. Dirceu lembrou que, nos dois momentos em que essa avalanche de denúncias de corrupção ocorreu, quem acabou caindo foi o principal mandatário do Poder Executivo. “As duas ondas moralistas contra a corrupção derrubaram os presidentes Jânio Quadros e Fernando Collor.”
Dirceu ainda lembrou uma norma do governo federal dizendo que os ministros precisam ter conhecimento das possíveis irregularidades existentes em suas pastas. E, se elas forem comprovadas, serem responsabilizados por isso. “Então, também devemos responsabilizar o governador Geraldo Alckmin, o ex-governador José Serra e o PSDB pelo escândalo de vendas de emendas parlamentares na Assembleia Legislativa de São Paulo”, afirmou o ex-presidente do PT.
Dirceu também fez uma rápida menção ao ex-ministro do Esporte Orlando Silva, exonerado há pouco mais de duas semanas por denúncias de corrupção na pasta. Diante da juventude petista, Dirceu enviou uma mensagem de “ânimo, força e afeto” ao ex-ministro e acrescentou que representava muito bem a juventude no governo — Orlando é ex-presidente da UNE. Ao fim do discurso, Dirceu ganhou uma camiseta em que sua imagem é circundada pela inscrição “golpe da elite”. Sob a imagem, a palavra inocente.
O líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP), afirmou que as denúncias contra o ministro do Trabalho devem ser apuradas. “A Dilma não quer jogar nada debaixo do tapete e ninguém está impedindo as investigações. Temos que aguardar agora”, disse ele.
O líder do PT na Câmara, deputado Paulo Teixeira (SP), também foi pouco assertivo em relação a Lupi. Afirmou acreditar que o ministro é “um homem honesto” e o que o “leite de Lupi ainda não derramou”, mas questionado se o ministro aguentaria mais uma semana no cargo disse “Não sou astrólogo para prever isso”.
Correio Braziliense

O presidente nacional do PT, Rui Falcão, defendeu a permanência do ministro do Trabalho, Carlos Lupi, à frente da pasta, durante a abertura do 2º Congresso da Juventude do PT, em Brasília.

“Vendo o teor das denúncias, não vi razão para substituí-lo. Não tem nenhuma denúncia comprovada”, completou Falcão,

Já o ex-chefe da Casa Civil José Dirceu alertou para o que chamou de “onda de denuncismo”, que já levou à queda de cinco ministros por corrupção e um — Nelson Jobim, da Defesa — por confirmar que votara em José Serra nas eleições de 2010. Dirceu lembrou que, nos dois momentos em que essa avalanche de denúncias de corrupção ocorreu, quem acabou caindo foi o principal mandatário do Poder Executivo. “As duas ondas moralistas contra a corrupção derrubaram os presidentes Jânio Quadros e Fernando Collor.”

Dirceu ainda lembrou uma norma do governo federal dizendo que os ministros precisam ter conhecimento das possíveis irregularidades existentes em suas pastas. E, se elas forem comprovadas, serem responsabilizados por isso. “Então, também devemos responsabilizar o governador Geraldo Alckmin, o ex-governador José Serra e o PSDB pelo escândalo de vendas de emendas parlamentares na Assembleia Legislativa de São Paulo”, afirmou o ex-presidente do PT.

Dirceu também fez uma rápida menção ao ex-ministro do Esporte Orlando Silva, exonerado há pouco mais de duas semanas por denúncias de corrupção na pasta. Diante da juventude petista, Dirceu enviou uma mensagem de “ânimo, força e afeto” ao ex-ministro e acrescentou que representava muito bem a juventude no governo — Orlando é ex-presidente da UNE. Ao fim do discurso, Dirceu ganhou uma camiseta em que sua imagem é circundada pela inscrição “golpe da elite”. Sob a imagem, a palavra inocente.

O líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP), afirmou que as denúncias contra o ministro do Trabalho devem ser apuradas. “A Dilma não quer jogar nada debaixo do tapete e ninguém está impedindo as investigações. Temos que aguardar agora”, disse ele.

O líder do PT na Câmara, deputado Paulo Teixeira (SP), também foi pouco assertivo em relação a Lupi. Afirmou acreditar que o ministro é “um homem honesto” e o que o “leite de Lupi ainda não derramou”, mas questionado se o ministro aguentaria mais uma semana no cargo disse “Não sou astrólogo para prever isso”.

Correio Braziliense

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Ministério do Trabalho interdita plataforma de Eike Batista

O Ministério do Trabalho interditou a primeira plataforma de exploração de petróleo do grupo do empresário Eike Batista, por não atender às normas de segurança dos trabalhadores.
Montada em Cingapura, a plataforma chegou ao Rio há um mês e vários dos equipamentos — extintores, capacetes, luvas, óculos de segurança, entre outros — não estariam certificados, nem de acordo com as normas de segurança brasileiras.
A plataforma pertence à OSX, empresa de navios do empresário, que a arrendou para a petroleira OGX, também do grupo, por 20 anos.
A plataforma deveria ser deslocada nos próximos dias da Baía de Guanabara para o campo de Waimea, na altura de Arraial do Cabo (litoral do Rio), para a OGX explorar petróleo em águas rasas.
Agora, a viagem só deve ser liberada após a empresa atender às exigências brasileiras.
A interdição propriamente dita ocorreu no dia 4. Logo depois, a empresa argumentou e apresentou documentos, conseguindo a liberação parcial para a continuidade dos testes no dia 8.
O início da produção em Waimea, previsto para ocorrer ainda este ano, deve marcar o começo da fase operacional da OGX.
OUTRO LADO
Procurada, a OSX informou que fez um plano para atender os pedidos do Ministério do Trabalho até dezembro, quando a plataforma deve seguir para a área de exploração.
“A companhia estima que todas as observações remanescentes serão plenamente atendidas nos próximos dez dias e que não haverá atraso no cronograma do início de produção”, afirmou em nota.
Segundo a OSX, o atendimento à legislação brasileira é foco de atenção da empresa desde o início da construção da plataforma em Cingapura, quando já se previa a realização de testes logo na chegada ao Brasil.
“A OSX reafirma o compromisso e respeito a todas as normas de segurança e saúde dos seus colaboradores e empregados”, afirmou.
“A OSX prossegue com seus trabalhos finais no OSX-1 (a plataforma) para dar início à produção de petróleo no cronograma previsto, atendendo plenamente as condições legais de segurança e saúde de sua tripulação. Não haverá atraso na produção de petróleo em decorrência da interdição”, completou.
Folha

OGX - GB2

O Ministério do Trabalho interditou a primeira plataforma de exploração de petróleo do grupo do empresário Eike Batista, por não atender às normas de segurança dos trabalhadores.

Montada em Cingapura, a plataforma chegou ao Rio há um mês e vários dos equipamentos — extintores, capacetes, luvas, óculos de segurança, entre outros — não estariam certificados, nem de acordo com as normas de segurança brasileiras.

A plataforma pertence à OSX, empresa de navios do empresário, que a arrendou para a petroleira OGX, também do grupo, por 20 anos.

A plataforma deveria ser deslocada nos próximos dias da Baía de Guanabara para o campo de Waimea, na altura de Arraial do Cabo (litoral do Rio), para a OGX explorar petróleo em águas rasas.

Agora, a viagem só deve ser liberada após a empresa atender às exigências brasileiras.

A interdição propriamente dita ocorreu no dia 4. Logo depois, a empresa argumentou e apresentou documentos, conseguindo a liberação parcial para a continuidade dos testes no dia 8.

O início da produção em Waimea, previsto para ocorrer ainda este ano, deve marcar o começo da fase operacional da OGX.

OUTRO LADO

Procurada, a OSX informou que fez um plano para atender os pedidos do Ministério do Trabalho até dezembro, quando a plataforma deve seguir para a área de exploração.

“A companhia estima que todas as observações remanescentes serão plenamente atendidas nos próximos dez dias e que não haverá atraso no cronograma do início de produção”, afirmou em nota.

Segundo a OSX, o atendimento à legislação brasileira é foco de atenção da empresa desde o início da construção da plataforma em Cingapura, quando já se previa a realização de testes logo na chegada ao Brasil.

“A OSX reafirma o compromisso e respeito a todas as normas de segurança e saúde dos seus colaboradores e empregados”, afirmou.

“A OSX prossegue com seus trabalhos finais no OSX-1 (a plataforma) para dar início à produção de petróleo no cronograma previsto, atendendo plenamente as condições legais de segurança e saúde de sua tripulação. Não haverá atraso na produção de petróleo em decorrência da interdição”, completou.

Folha

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Ministro Carlos Lupi é ovacionado na Alerj

Mais de 600 pessoas dentro da Alerj para homenagear Carlos Lupi

Lupi é homenageado na Alerj

Centenas de militantes do PDT, além de derigentes das principais centrais sindicais, vários deputados e do senador Lindbergh Farias (PT), estiveram presentes ontem (11) na Alerj, na entrega dos títulos de Benemérito e de cidadão do Estado do Rio de Janeiro, ao ministro do Trabalho e Emprego Carlos Lupi.
O pedetista histórico, Trajano Ribeiro, fez altos elogios ao Lupi, além da deputada Cidinha Campos, que reclamou de “fuzilamento moral de um inocente” e da “inveja” dos adversários de Lupi no PDT.
Até amanhã eu posto os vídeos aqui no Blog dos pronunciamentos do Trajano, Cidinha e do senador Lindbergh, que disse que não há nada concreto contra Lupi. “Falo em nome da direção estadual do PT. Estão te atacando pelas tuas qualidades. Vou estar contigo até o final desta batalha porque vamos vencer”.
O clima era de festa e Lupi cantou “Volta Por Cima”, de Paulo Vanzolini (“QAli onde eu chorei/Qualquer um chorava/Dar a volta por cima que eu de/Quero ver quem dava”).
Em seu discurso, Lupi afirmou que acabará com a derrubada de ministros do governo Dilma “no grito” e disse que vai aproveitar a crise para debater o papel do jornalismo brasileiro.
– Se tem ladrão na política? Tem em todas as categorias, inclusive no jornalismo brasileiro. Temos que ir fundo nesta discussão – afrirmou Lupi.

Centenas de militantes do PDT, além de derigentes das principais centrais sindicais, vários deputados e do senador Lindbergh Farias (PT), estiveram presentes ontem (11) na Alerj, na entrega dos títulos de Benemérito e de cidadão do Estado do Rio de Janeiro, ao ministro do Trabalho e Emprego Carlos Lupi.

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O deputado estadual André Ceciliano (PT) também prestigiou Lupi.

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Não tinha mais espaço dentro da Alerj. Todos queriam abraçar Lupi.

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O pedetista histórico, Trajano Ribeiro, fez altos elogios ao Lupi e conclamou o plenário chamando a imprensa denuncista para briga.

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Já a deputada estadual Cidinha Campos, que reclamou de “fuzilamento moral de um inocente” e da “inveja” dos adversários de Lupi no PDT.

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Praticamente todas as zonais do PDT estavam na Alerj prestigiando Lupi.

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Até amanhã eu posto os vídeos aqui no Blog dos pronunciamentos do Trajano, Cidinha e do senador Lindbergh, que disse que não há nada concreto contra Lupi. “Falo em nome da direção estadual do PT. Estão te atacando pelas tuas qualidades. Vou estar contigo até o final desta batalha porque vamos vencer”.

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O clima era de festa e Lupi cantou “Volta Por Cima”, de Paulo Vanzolini (“Ali onde eu chorei/Qualquer um chorava/Dar a volta por cima que eu de/Quero ver quem dava”).

A homenagem foi proposta pelo deputado estadual Luiz Martins, que afirmou ser Lupi o melhor ministro do Trabalho que o Brasil Já teve. Os deputados estaduais Bebeto, Jânio Mendes e Ricardo Abrão, além dos prefeitos Jorge Roberto Silveira de Niterói e Sandro Matos de São João do Meriti, também defenderam Carlos Lupi.

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Dalpra, presidente da Força Sindical do estado do Rio de Janeiro, falou em nome de todas as centrais sindicais do Rio, menos uma, que ele se recusou a dizer o nome.

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O ex-deputado federal Arnaldo Vianna, recém operado, fez questão de estar presente ao evento.

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Lupi se comparou aos ex-presidentes trabalhistas Getúlio Vargas e João Goulart e ao ex-governador Leonel Brizola. “Estamos vivendo uma fase que é repetência do que já aconteceu em outros momentos quando o trabalhador avançou nas suas conquistas”.

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Lupi considera uma covardia a crise que envolve o Ministério do Trabalho e disse que ele próprio pediu para que o caso fosse investigado e afastou servidores suspeitos de participar de irregularidades. Afirmou também que quer acabar com a derrubada de ministros do governo Dilma. “Comigo, não. Este PDT é a resistência”, disse Lupi, inflamando o plenário. “Somos planta do deserto, temos raiz profunda. Portanto, nossa história não será ceifada pelos lobos serviçais da política golpista”.

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Marcelo Coelho, chefe de gabinete do secretário estadual de Trabalho Sérgio Zveiter e Wagner Montes Filho (PRB), também prestigiaram o ministro Lupi.
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“Eu vou mudar esse ciclo de ministro sendo derrubado no grito. Comigo, não”, falou Carlos Lupi.
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TODO APOIO AO MINISTRO CARLOS LUPI!!

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Gilberto Carvalho diz que Ministério do Trabalho caminha como qualquer outro ministério

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, disse hoje (11) que o Ministério do Trabalho está “caminhando como qualquer outro ministério”. A pasta enfrenta denúncias de irregularidades em convênios firmados com organizações não governamentais (ONGs).
Após participar de seminário sobre o novo marco regulatório para ONGs, no Palácio do Planalto, Carvalho também comentou que o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, está respondendo às denúncias, que ele “está bem e é importante que siga trabalhando”.
Perguntado por jornalistas se denúncia publicada hoje, pelo jornal Folha de S.Paulo, poderia mudar a situação de Lupi, Carvalho respondeu que cada denúncia precisa ser verificada e que, para isso, é preciso ter bom-senso. “Não muda porque cada denúncia dessa merece ser verificada, analisada. Temos que, nessas horas, ter muito bom-senso e ter o sentido democrático da defesa, da explicação”, observou.
A matéria da Folha de S.Paulo diz que o ministro Carlos Lupi ajudou a ONG de um colega de seu partido, o PDT, em Brusque (SC), mesmo após a Polícia Federal ter aberto inquérito para investigar suspeitas de irregularidades em convênio de R$ 6,9 milhões, que previa a qualificação de jovens.
Agência Brasil

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, disse hoje (11) que o Ministério do Trabalho está “caminhando como qualquer outro ministério”. A pasta enfrenta denúncias de irregularidades em convênios firmados com organizações não governamentais (ONGs).

Após participar de seminário sobre o novo marco regulatório para ONGs, no Palácio do Planalto, Carvalho também comentou que o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, está respondendo às denúncias, que ele “está bem e é importante que siga trabalhando”.

Perguntado por jornalistas se denúncia publicada hoje, pelo jornal Folha de S.Paulo, poderia mudar a situação de Lupi, Carvalho respondeu que cada denúncia precisa ser verificada e que, para isso, é preciso ter bom-senso. “Não muda porque cada denúncia dessa merece ser verificada, analisada. Temos que, nessas horas, ter muito bom-senso e ter o sentido democrático da defesa, da explicação”, observou.

A matéria da Folha de S.Paulo diz que o ministro Carlos Lupi ajudou a ONG de um colega de seu partido, o PDT, em Brusque (SC), mesmo após a Polícia Federal ter aberto inquérito para investigar suspeitas de irregularidades em convênio de R$ 6,9 milhões, que previa a qualificação de jovens.

Agência Brasil

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A informação e a transparência

*Max Monjardim
Desde a última quarta-feira, dia 9 de novembro, o Ministério do Trabalho e Emprego, do qual sou Coordenador de Comunicação, começou a publicar no Blog do Trabalho (blog.mte.gov.br), todas as perguntas enviadas pelos jornalista com “denúncias”  devidamente respondidas, no dia que chegam. Esta foi uma determinação do Ministro Lupi, que visa dar maior transparência ao processo de apuração e evitar possíveis “equívocos” dos jornalistas, que muitas vezes, nem publicam “o outro lado”.
A decisão ocorreu depois que no último dia 4 de novembro, a Revista Veja encaminhou à Assessoria de Comunicação do Ministério uma série de perguntas referentes à uma apuração, que reproduzo abaixo:
– Quais são os programas de qualificação profissional do ministério?
– Quanto o ministério aplicou nesses programas, ano a ano, desde que o ministro Carlos Lupi assumiu a pasta?
– Quanto havia sido aplicado nesses programas, ano a ano, entre 2003 e 2007?
– Quantas ONGs foram contratadas nesse período?
– Quantos casos de irregularidades foram constatados pelas auditorias e supervisões internas?
– Quantos convênios estão hoje sem receber repasses por conta desses indícios de irregularidades?
Após o processo de apuração interna, enviamos as respostas no prazo determinado pela Revista. Para surpresa, no sábado, quando tive acesso à matéria, ela garantia que no Ministério do Trabalho havia uma “gangue que montou na estrutura ministerial um esquema de extorsão”, afirmando ainda que funcionários, citados nominalmente, eram responsáveis por cobrar propinas de ONG´s, cujo dinheiro “ia direto para o caixa do PDT”.
Em nenhum momento, se atentem, foram citadas as palavras do mais baixo calão publicadas para atacar a honra alheia de pessoas próximas ao Ministro. Ou seja, o direito de defesa, Constitucional, foi simplesmente “esquecido” pela revista. Foi então que partiu a decisão de que o Blog – espaço criado para discutir notícias relacionadas ao mundo do trabalho – seria utilizado para apresentar as respostas do MTE e garantir, da forma mais transparente possível, os dois lados da história.
Não tardou para que entidades que representam os donos de jornais repudiassem com veemência a decisão do Ministério: colunistas de conceituados veículos – incluindo a Veja – afirmam que estava sendo feita uma “agressão oblíqua” à liberdade de imprensa, além de ter sido “coisa de picaretas”. A justificativa? As respostas seriam do Ministério, mas as perguntas não. Sinceramente, não entendi.
Na verdade, este é o texto que deve ficar preso em post-it dos computadores das grandes redações, e são devidamente acionados quando a forma de uma via proposta por eles de ouvir o outro lado, é colocado em ação. Agredir a honra alheia, sem qualquer tipo de direito de defesa, se traveste na liberdade de imprensa. Um discurso vazio, desonesto e que não representa a realidade do jornalismo e sua função, de informar à população, sempre preservando o amplo direito de defesa.
Entendo que, uma vez solicitadas informações públicas, sobre ações públicas, de uma estrutura como o Ministério do Trabalho e Emprego, responsável por investimentos do Governo Federal, elas também passam a ser públicas. Afinal, estará estampada nos jornais no dia seguinte. Onde está a ofensa à liberdade de expressão? No fato de que estamos garantindo nosso amplo direito de defesa e a transparência total da informação?
A discussão passa muito longe disso. Ela é muito mais profunda e deve sim ser debatida. Mas enquanto os barões da informação se sentirem acima do bem do mal, e do próprio direito Constitucional, é preciso utilizar das ferramentas hoje disponíveis, como a internet, para que o amplo direito de defesa seja respeitado, garantindo assim que a população tenha acesso à todas as informações prestadas. Isso significa também o fim do cativeiro das erratas que saem nos dias subseqüentes às publicações, nos próprios veículos, por “equívocos” de apuração. Isso, para quem está do lado de cá, não adianta, porque uma vez publicada, as favas estão contadas.
O direito de defesa, pelo menos no Ministério do Trabalho, está garantido. Mesmo que na marra.
*É Jornalista, com MBA em Gestão Estratégica de Marketing pela FGV de Brasília e Coordenador de Comunicação do Ministério do Trabalho e Emprego

*Max Monjardim

Desde a última quarta-feira, dia 9 de novembro, o Ministério do Trabalho e Emprego, do qual sou Coordenador de Comunicação, começou a publicar no Blog do Trabalho (blog.mte.gov.br), todas as perguntas enviadas pelos jornalista com “denúncias”  devidamente respondidas, no dia que chegam. Esta foi uma determinação do Ministro Lupi, que visa dar maior transparência ao processo de apuração e evitar possíveis “equívocos” dos jornalistas, que muitas vezes, nem publicam “o outro lado”.

A decisão ocorreu depois que no último dia 4 de novembro, a Revista Veja encaminhou à Assessoria de Comunicação do Ministério uma série de perguntas referentes à uma apuração, que reproduzo abaixo:

– Quais são os programas de qualificação profissional do ministério?

– Quanto o ministério aplicou nesses programas, ano a ano, desde que o ministro Carlos Lupi assumiu a pasta?

– Quanto havia sido aplicado nesses programas, ano a ano, entre 2003 e 2007?

– Quantas ONGs foram contratadas nesse período?

– Quantos casos de irregularidades foram constatados pelas auditorias e supervisões internas?

– Quantos convênios estão hoje sem receber repasses por conta desses indícios de irregularidades?

Após o processo de apuração interna, enviamos as respostas no prazo determinado pela Revista. Para surpresa, no sábado, quando tive acesso à matéria, ela garantia que no Ministério do Trabalho havia uma “gangue que montou na estrutura ministerial um esquema de extorsão”, afirmando ainda que funcionários, citados nominalmente, eram responsáveis por cobrar propinas de ONG´s, cujo dinheiro “ia direto para o caixa do PDT”.

Em nenhum momento, se atentem, foram citadas as palavras do mais baixo calão publicadas para atacar a honra alheia de pessoas próximas ao Ministro. Ou seja, o direito de defesa, Constitucional, foi simplesmente “esquecido” pela revista. Foi então que partiu a decisão de que o Blog – espaço criado para discutir notícias relacionadas ao mundo do trabalho – seria utilizado para apresentar as respostas do MTE e garantir, da forma mais transparente possível, os dois lados da história.

Não tardou para que entidades que representam os donos de jornais repudiassem com veemência a decisão do Ministério: colunistas de conceituados veículos – incluindo a Veja – afirmam que estava sendo feita uma “agressão oblíqua” à liberdade de imprensa, além de ter sido “coisa de picaretas”. A justificativa? As respostas seriam do Ministério, mas as perguntas não. Sinceramente, não entendi.

Na verdade, este é o texto que deve ficar preso em post-it dos computadores das grandes redações, e são devidamente acionados quando a forma de uma via proposta por eles de ouvir o outro lado, é colocado em ação. Agredir a honra alheia, sem qualquer tipo de direito de defesa, se traveste na liberdade de imprensa. Um discurso vazio, desonesto e que não representa a realidade do jornalismo e sua função, de informar à população, sempre preservando o amplo direito de defesa.

Entendo que, uma vez solicitadas informações públicas, sobre ações públicas, de uma estrutura como o Ministério do Trabalho e Emprego, responsável por investimentos do Governo Federal, elas também passam a ser públicas. Afinal, estará estampada nos jornais no dia seguinte. Onde está a ofensa à liberdade de expressão? No fato de que estamos garantindo nosso amplo direito de defesa e a transparência total da informação?

A discussão passa muito longe disso. Ela é muito mais profunda e deve sim ser debatida. Mas enquanto os barões da informação se sentirem acima do bem do mal, e do próprio direito Constitucional, é preciso utilizar das ferramentas hoje disponíveis, como a internet, para que o amplo direito de defesa seja respeitado, garantindo assim que a população tenha acesso à todas as informações prestadas. Isso significa também o fim do cativeiro das erratas que saem nos dias subseqüentes às publicações, nos próprios veículos, por “equívocos” de apuração. Isso, para quem está do lado de cá, não adianta, porque uma vez publicada, as favas estão contadas.

O direito de defesa, pelo menos no Ministério do Trabalho, está garantido. Mesmo que na marra.

*É Jornalista, com MBA em Gestão Estratégica de Marketing pela FGV de Brasília e Coordenador de Comunicação do Ministério do Trabalho e Emprego

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